Índia – parte 2: Nova Delhi e a estrada para Agra

Logo no primeiro dia decidimos pegar um táxi para conhecer a capital. Apareceu o Suresh: gordinho, o indefectível bigode e um ar simpático. Cabelos reluzentes pela aplicação de óleo de mostarda. Tinha o inglês mais engraçado da face da terra e, de cara, identificou em “Mr. Alex” seu principal interlocutor. Nas ruas, eu fotografava tudo: vacas, elefantes, tuk-tuks. O trânsito na Índia é surreal. Todo mundo buzina, o espelho retrovisor é meio inútil e – surpresa – quase ninguém xinga, reclama ou parece irritado.

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Suresh Sharma

Suresh nos levou a uma loja para comprarmos roupas indianas. Iniciantes, não lembramos da tradição de pechinchar.… leia mais

A Índia real

Há um tempo em que a flor se encolhe, a cor se apaga e uma sombra estrangeira se ergue entre o olho e o sol. Ela veio, sombra indesejada, com seus dedos nodosos, para arrancar de dentro do peito que arfava, na solidão de uma UTI, a alma de minha mãe. Três dias depois, decidi superar a dor e manter a viagem à Índia cuidadosamente planejada um ano antes.

Em vez da excitação alegre, a viagem veio envolvida em luto – visitante inesperado que me roubou as doçuras de um sonho acalentado há tanto tempo. Talvez por isso os gregos acreditassem que, diante de uma felicidade exuberante no humano coração, os deuses invejosos pesavam a mão contra os felizes da Terra.… leia mais