Sergei Diaghilev: o gênio que revolucionou o ballet

Se há um nome capaz de traduzir a elegância da alta cultura que vicejou na Europa no começo do século 20 é o de Sergei Diaghilev. Empresário de sucesso, amigo e mecenas dos mais importantes artistas de sua época, durante vinte anos ele maravilhou o mundo com o esplendor da arte russa, revolucionou o ballet e revelou o talento de alguns dos  maiores nomes da arte contemporânea.

Serguei Pavlovich Diaghilev nasceu em Perm, na Rússia, em 31 de março de 1872 e consagrou-se como o mais famoso empresário artístico do início do século 20. Sua maior realização foi a criação dos Ballets Russes, a lendária companhia que lançou o primeiro bailarino de fama mundial: Vaslav Nijinsky.… leia mais

Todos os azuis da Florida

Chegamos à Florida no dia 21 de fevereiro, para buscar os últimos documentos e fotografias históricas que minha tia Celia havia guardado durante muitos anos. Viúva, aos 78 anos, Celia vai viver em uma casa de repouso para idosos na qual poderá receber os cuidados que sua saúde delicadíssima requer. Foi uma escolha dela. Acredito que é um último ato de independência de uma mulher que jamais se curvou a imposições ou tornou suas as escolhas alheias.  Vivendo há 41 anos nos Estados Unidos, ela incorporou o jeito americano de viver.

Diante do diagnóstico de uma doença degenerativa, visitou várias clínicas na cidade em que vive uma de suas irmãs.… leia mais

Ponte binacional: sucessão de vexames

Após 6 anos de sua conclusão, a ponte binacional sobre o rio Oiapoque – ligação terrestre entre os territórios brasileiro e francês – foi semi-inaugurada neste sábado, 18 de março. Foi mais um capítulo melancólico na história de um projeto que se arrasta há 20 anos, custou 70 milhões aos dois países e cujo atraso frustra quem conhece seu potencial para incrementar a economia de uma região historicamente carente de investimentos em saneamento básico, transporte, saúde, educação e segurança pública e de fronteiras.
A ministra francesa do Meio Ambiente, Ségolène Royal, até tinha confirmado presença na inauguração, mas não compareceu. Nenhum ministro brasileiro também prestigiou a inauguração da ponte anunciada em 1997 pelos presidentes Fernando Henrique Cardoso e Jacques Chirac, e que teve a pedra fundamental lançada por Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy em 2008.
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Despedida

 Para Wanda, que hoje dança nas estrelas

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Nesta rua tem um bosque

Que se chama solidão,

Dentro dele mora um anjo

Que roubou meu coração.

 

Anjo querido, como são finos estes teus dedos que entrelaças nos meus.

Algemas de um veludo que pesa…

De um tempo que se perdeu.

Adeus, adeus rio de águas claras,

Adeus, perfumes da mata,

Comidas de domingo, canções de ninar

Casas de madeira, canoas e festas? Adeus.

Adeus risos de menina,

Histórias de infância,

Crianças arteiras e laços de fita

Mocinhas risonhas, soldados bonitos.

Adeus vestido de noiva,

Anel no dedo quebrado.

Adeus partos e lágrimas.leia mais

Um violinista sem fronteiras

-Mãe, vamos ver a exposição do Chagall?

O convite do filho – duplamente especial por ser ele um artista – chegou como sopro de ar fresco num dia em que a comédia humana se exibia em episódios cada vez mais despudorados nas redes sociais. E era Chagall! Eu jamais havia visto um quadro dele ao vivo. E isso, bem sei, muda tudo. Sem falar que é o pintor judeu por excelência e eu  ansiava por sentir a alma judaica-russa transbordando nas telas.

Passeamos pela vizinhança do museu, admirando as amplas avenidas, os hotéis de luxo, galerias e lojas de grife. Meio Nova York, meio Paris. … leia mais