Cry me a river

Joesley chorou ao ser preso.
Geddel chorou na cadeia.
Assim como choraram, na tribuna e nos palanques, Eduardo Cunha, Lula, Delcídio, Collor, Sergio Cabral.
Nós, os pagadores de impostos, não nos compadecemos perante lágrimas de criminosos disfarçados de empresários e políticos.
É que já choramos demais.
Choramos pela roubalheira desenfreada,
pelos hospitais públicos caindo aos pedaços,
pelos remédios que apodrecem sem uso,
pelos livros jogados em lixeiras,
pelas escolas sucateadas,
pela falta de apoio à ciência,
pelas universidades à míngua,
pelos fundos de pensão dizimados,
pela Petrobras loteada,
pela Amazônia devastada,
pela distribuição de cargos a apadrinhados tecnicamente incompetentes,
pelas estradas esburacadas,
pelos policiais mortos,pelas bibliotecas e teatros abandonados.
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