Ora, direis, observar aranhas

Clementine apareceu há um mês aqui em casa. Instalou-se sem pedir licença. Teceu uma teia comprida e agora fica pendurada, de cabeça pra baixo, entre a mesa de café da manhã e o pé de jasmim. É do tamanho da minha unha (do polegar da mão), incluindo as patas esticadas. A minúscula aranha canadense me ensina a arte de bem viver.

Clementine (pronúncia francesa, por favor) é uma tecelã. Pela manhã é ativa e serelepe. Faz reparos na teia, inspeciona os cantinhos e amplia seu território. Domina a técnica do rapel de um jeito único: mira o chão e desce velozmente, assunta um pouco no assoalho de madeira e retorna tão rapidamente como desceu.… leia mais