Diário de Montreal: Mozart, neve, poesia

April, April, der weiß nicht was er will. 
Mal Regen und mal Sonnenschein,
Dann schneit’s auch wieder zwischendrein.
April, April, der weiß nicht was er will

Nun seht, nun seht, wie es wieder stürmt und weht.
Und jetzt, oh weh, oh weh,
Da fällt auch dicker Schnee.
April, April, der weiß nicht was er will.”*

Abril chegou em Montreal. Com ele veio a primavera encharcada de chuva e, por vezes, plena de sol. Entre estes – como dizem os versos infantis alemães – há neve.

Há algo de profundamente poético na neve que cai. Começa com uns flocos finos, quase uma chuva branca, que o vento carrega e deposita, com mãozinhas invisíveis, na ponta dos galhos das árvores.… leia mais

De neve e de sol

Fiz uma longa reflexão sobre a neve.

Rebeca, minha nora, me disse que, em geral, aqui em Montreal as pessoas ficam mais introspectivas nessa época do ano. É um tempo para ficar em casa, dar atenção à família e de refletir sobre si mesmo. No verão, quando as temperaturas são dignas de verão carioca, é uma efervescência: churrascos, festas na rua, todo mundo varando as noites.

Até os relacionamentos aqui seguem esse ritmo ditado pela temperatura dos dias. O verão é a época de conseguir um namorado ou namorada. No outono se cultiva esse relacionamento. No inverno, é a consolidação. Quase ninguém se separa no inverno – mesmo porque dá um trabalho enorme fazer mudança a uma temperatura de 20 graus negativos.… leia mais