O poeta e a criminosa

Decidi começar uma vida de crimes. Já me vejo retratada por Gloria Perez em alguma novela futura, as redes sociais ardendo, psicólogos opinando, amigos envergonhados e William Bonner, com ar tão grave, a ler um editorial sobre o fim da inocência. Se apanhada, eu, criminosa não arrependida, direi que a culpa é dessa tal poesia que entra pelos olhos da gente, instala-se como vírus e nos faz amar os que estão mortos há tempos. Gente que se tornou estátua.

É que chutaram o rosto do poeta. Os óculos voaram longe e caíram ao lado do banco. O homem de camisa listrada os recolheu à sacola e saiu andando.… leia mais