O luxo de ter um deputado honesto

O discurso de Tiririca pôs em êxtase o Brasil.

Em seu primeiro e único pronunciamento, o deputado-palhaço se converteu em novo herói na terra do sebastianismo crônico.

Ouso ocupar a cadeira de psicanalista da Nação para arriscar uma explicação: a da velha projeção dos desejos. Quem ansiava dizer tais coisas diretamente aos congressistas se sentiu vingado. Alma lavada e enxaguada, já diria Odorico Paraguaçu.

 Afinal, o que disse o deputado para tocar a alma brasileira?

Que o Congresso é majoritariamente constituído por homens insensíveis, que não se preocupam com o povo. Nós pensamos assim.

Anunciou que estava decepcionado. Nós também estamos.

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Oito indícios de que o Brasil está de ponta-cabeça

relativityUma olhada breve sobre o cenário nacional e acredito que diagnostiquei o problema brasileiro: estamos de ponta-cabeça! Tudo ao contrário. Enquanto o juiz que comanda a investigação do maior escândalo de corrupção da história brasileira é comparado a narcotraficantes e provocado pelos advogados dos réus, artistas que desconhecem o processo fazem a defesa intransigente do ex-presidente Lula. Paralelamente, líderes dos partidos da base de apoio no Congresso preparam manifesto de apoio ao ministro Geddel, envolvido no escândalo que culminou na saída do titular da Cultura.
Já a ocupação da Universidade de Brasília (UnB) parece um filme ruim que o roteirista não sabe como encerrar.
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