Pandora

Pandora. Por John William Waterhouse

Às seis da manhã, em Montreal, ligo o computador para ver as notícias do Brasil. A primeira delas me afronta. Uma faixa carregada por torcedores proclama a extensão de nossa miséria: “Somos todos Bruno”. Refere-se ao goleiro acusado de matar e mandar atirar aos cães o corpo de Eliza Samudio. As demais notícias dão conta da monstruosa teia de corrupção que enreda o país.

Ponho a chaleira no fogo, vejo a neve que derrete lá fora e algo como uma dor lancinante vai tomando conta deste meu coração saudoso. Sinto que a aparentemente infinita caixa de tragédias ainda não se esgotou.… leia mais