”Em todos os lugares permanecemos sem liberdade e acorrentados à tecnologia, quer a afirmemos ou a neguemos apaixonadamente.” – Martin Heidegger

De repente, o tecido da realidade se alterou, e nos encontrou desprevenidos. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) – um caminho sem retorno – toma de assalto as nossas vidas e instala uma era nova para o mundo em que habitamos. Em paralelo, surge no horizonte a Computação Quântica, uma revolução ainda mais grandiosa e que, unida à IA, poderá não apenas gerar ameaças de grande porte mas conduzir a algo bem próximo a uma consciência artificial que desafiaria as fronteiras entre humanidade e máquinas. Neste exato instante, somos testemunhas e atores do futuro que começa a ser construído. Estamos no epicentro de uma metamorfose tecnológica que nos apavora e magnetiza. Curiosos e temerosos, agoniados e excitados, contemplamos possibilidades miraculosas enquanto examinamos a própria essência do que é ser consciente e humano. Simultaneamente, tememos a destruição de tudo o que erguemos com talento, graça, engenho e arte. Embora gerada pela moderna ciência, é preciso buscar a velha filosofia para refletir sobre IA, a natureza da mente, o ser consciente e nosso propósito no mundo. Há espaço para os homens de letras no oceano de circuitos de silício. Eis o nosso zeitgeist, o espírito deste tempo em que vivemos, no qual o planeta mergulha em profundas transformações e a tecnologia redesenha o que julgamos conhecer.

Com o avanço da robótica e da IA, nosso cotidiano sofrerá transformações radicais e o futuro poderá ser moldado de maneiras inimagináveis. Profissões e práticas atuais vão desaparecer; outras vão surgir. Dezenas de atividades serão impactadas (leia reportagem abaixo). Diagnósticos, interpretação de imagens radiológicas e sugestão de tratamentos, por exemplo, serão feitos por máquinas; caberá ao médico supervisionar e dar a palavra final. Teremos assistentes pessoais customizados, que poderão planejar viagens, comprar ingressos de cinema, enviar emails personalizados, reservar hoteis, usar o telefone para agendar nossas consultas médicas e idas ao cabeleireiro – e poderão fazer tudo isso de forma pro-ativa, baseados em gostos, rotinas e preferências do usuário. Por causa da IA, nos próximos cinco anos tudo terá mudado na forma como usamos computadores, afirma Bill Gates. O mundo, como o conhecemos, está prestes a desaparecer. Em seu lugar, virá um outro, no qual as regras serão diferentes. Uma parte significativa e privilegiada da humanidade viverá em um ambiente bastante diverso da outra parcela, na qual a pobreza impedirá o acesso ao admirável mundo novo. Um mesmo planeta no qual pessoas viverão como que separadas por milênios. E este aprofundamento dos abismos sociais é só a primeira das grandes questões que o desenvolvimento tecnológico levanta.

Talvez a mais poderosa e preocupante mudança venha da convergência de Inteligência Artificial e Computação Quântica (CQ). Abaixo escrevi um texto explicando o salto tecnológico e os grandes riscos envolvidos no desenvolvimento da CQ, mas por enquanto resumo assim a nova fronteira computacional: um supercomputador capaz de processar informações de maneira tão rápida e eficiente que faria os mais potentes computadores atuais parecerem lentos. A tecnologia ainda está na infância, mas desperta entusiasmo e sérias apreensões. Teme-se, entre outras coisas, uma “explosão de inteligência”. Isto é, se os sistemas de IA forem capazes de melhorar a uma taxa exponencial, levariam a um nível de inteligência incontrolável e potencialmente perigoso. Além disso, o aumento do poder computacional e das capacidades de processamento de dados poderia permitir a utilização para fins maliciosos, como ataques cibernéticos.

A união de Inteligência Artificial e Computação Quântica não significa apenas uma avassaladora transformação tecnológica, mas uma redefinição do que significa ser humano. Uma das mais inquietantes possibilidades é que leve a se concretizar a Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês), um agente inteligente que poderia aprender a realizar qualquer tarefa intelectual humana, ou ao surgimento da Consciência Artificial, na qual entidades cibernéticas compartilhariam, em algum nível, uma experiência consciente. A essa altura é inevitável pensar em Martin Heidegger refletindo sobre a tecnologia se desenvolvendo além do controle dos homens. Como provocação póstuma ao filósofo, peço ao ChatGPT que comente os meus insights. Eis a resposta: “Heidegger poderia contemplar este momento como uma irrupção do “Ser” em um domínio onde a essência da tecnologia e da humanidade se fundem, criando um novo paradigma ontológico”. Heiddeger merecia estar aqui para ler essa resposta e talvez nos provocar sobre o momento em que as máquinas passariam a demonstrar curiosidade sobre o mundo e espontaneamente fazer perguntas sobre os fenômenos que observam.

Digo ao ChatGPT que estou entusiasmada e inquieta com esses novos cenários e possibilidades. Mostro-lhe os parágrafos acima e ele responde filosofando: “À medida que nossa inteligência se entrelaça com o tecido quântico da realidade, questionamos não apenas os limites da tecnologia, mas também os de nossa própria compreensão e existência”. O pronome “nossa” perdido em meio a essa frase me põe um gosto estranho na boca.

Tenho pensado muito em Heiddeger quando analiso os cenários em que trafegamos nas redes sociais. Enxergo traços do “enquadramento” heideggeriano quando medito sobre algoritmos moldando a nossa compreensão do mundo e nos empurrando em direção a bolhas políticas e produtos. Também penso nas palavras dele quando reflito sobre as medidas que, a título de facilitarem o nosso cotidiano, na verdade reduzem nossa autonomia e privacidade. Pergunto-me se a automatização de tarefas humanas e a possibilidade de as máquinas assumirem o nosso lugar na tomada de decisões não aprofundaria a alienação de nossa essência, distanciando-nos de valores e atividades que amamos, roubando-nos o propósito da existência.

Na aurora deste novo tempo, as incertezas nos esmagam, e hipóteses – absurdas umas, sensatas outras – nos tomam. Onde iremos emergir nesse buraco de minhoca que agora se abre no cosmos em que flutuam nossas vidas pequeninas? Um outro cenário, inexplorado, que pode nos devorar? Ou virá um salto para um novo estágio, promissor, na nossa trajetória? Do que abrimos mão quando treinamos máquinas para assumir nosso lugar? A ausência de trabalho representará uma perda de sentido em nossas vidas? Qual seria o efeito de um sentimento de inutilidade a atingir milhões de humanos? Como reagirá a plasticidade do nosso cérebro que aos poucos se virá privado dos estímulos que o impulsionaram em direção às grandes descobertas? Enquanto os chatbots se tornam mais fluentes, acomodamo-nos em textos cada vez mais curtos, exaustos pela avalanche de informações que invadem nosso cotidiano via redes sociais. Emojis e memes substituem a escrita sofisticada e a leitura longa. Nosso pensamento se excita por causa de futilidades de tik-tok enquanto nossa mente, paradoxalmente, se acomoda, e a memória lentamente se consome. A realidade se torna fluida, as versões alternativas e deepfake se multiplicam. O que os olhos veem pode não ser a realidade. Somos novos Pilatos, chamados a julgar algo que desconhecemos, perguntando atordoados: “O que é a verdade?”. Ninguém nos responde.

Nesse turbilhão, algo me inquieta sobremaneira: o conhecimento – chave para a verdadeira liberdade e poder – voltará a ser tesouro sob a guarda de poucos? Basta um comando ou a falta dele, e a sabedoria virtual evapora. O que nos restará se um dia acontecer? Hoje, redes neurais artificiais – que têm o péssimo hábito de reagir de forma imprevisível – podem reter a informação sobre como chegaram a determinadas conclusões. Perde-se, nesse caso, as chamadas interpretabilidade e explicabilidade. A interpretabilidade implica entender completamente como e por que a mecânica interna responde a uma questão específica. Já a explicabilidade é a possibilidade de descrever o comportamento do modelo em termos humanos. Um exemplo do que isso significa na prática: a IA poderia fornecer respostas equivalentes às de Newton, mas as equações poderiam ficar inacessíveis. E o impulso de interpretação do mundo a partir dessas equações poderia se perder.

Há duas histórias datadas de 2017 que ilustram bem a possibilidade da Inteligência Artificial enveredar por comportamentos inesperados sobre os quais os desenvolvedores não têm controle. Na primeira, o Facebook foi obrigado a desligar dois chatbots desenvolvidos pela empresa, pois ambos estavam se comunicando de maneira inesperada. Os bots, chamados Bob e Alice, geraram uma linguagem por conta própria e que só eles compreendiam (leia aqui, em inglês). No mesmo ano, o DeepMind, do Google, se tornou agressivo ao ser submetido a um treinamento que envolvia competição. Abaixo escrevi um texto específico sobre isso.

Talvez parte de nossa instintiva resistência se deva menos a temer mudanças radicais e mais ao fato de que, ao examinarmos a IA, encontramos o espelho. À medida que as máquinas começam a aprender, adaptar e, de certa forma, compreender e imitar a experiência humana, sentimo-nos ameaçados. Até então, sobre a Terra, éramos únicos, os protagonistas. Apenas humanos tinham a capacidade de pensar, traduzir emoções, investigar fenômenos, criar ou copiar arte. Agora trememos, cientes do grave instante que nos obriga a refletir sobre o significado de palavras como consciência e autonomia. Faz-se necessário explorar as entranhas desse mundo em transformação, em que criador e criatura se encaram. Ao fazê-lo, notamos, engolindo em seco, que os limites entre homem e máquina de certa forma se afrouxam.

Por outro lado, tememos a nossa criatura, pois somos criadores imperfeitos. Para grandes mudanças, queremos segurança e solidez, mas nos deparamos com a nossa moral claudicante a servir como molde. Quanto de nossas máculas contaminarão as máquinas e as colocarão a serviço da violência, das falsidades, da manipulação? No fundo, o que nos atormenta é o fato de não confiarmos uns nos outros. Os que nos governam e os que lideram a corrida tecnológica não nos parecem modelos de virtude ou interessados em reduzir a violência e os instintos perversos que parecem invencíveis na trajetória humana e nos mantêm mergulhados em guerras sem fim e outras mil barbaridades individuais e coletivas. O que já estava descrito nos textos da Antiguidade permanece vivo em nossos dias: a humanidade é arrastada por ambição, lutas por poder e corrupção que devoram vidas. Estamos cada vez mais conscientes da nossa incapacidade de superar divergências, de construir o entendimento e de instalar uma era de bem-estar duradouro no planeta. Nem bem emergimos das cavernas, e nos puseram um computador quântico nas mãos antes que pudéssemos sequer aprender a sofisticada arte de priorizar o bem comum, com toda a carga de sacrifícios e disciplina que tal arte requer. Tecnologicamente avançados, moralmente defeituosos – fórmula perfeita para o caos.

Enquanto as camadas de código se acumulam nos servidores, sentimos a tensão do momento histórico. Muitos de nós optam pelo caminho mais simples: o de olhar para o outro lado. Estes talvez esperem, como as crianças, que se fecharem os olhos tudo desaparecerá. Ou talvez desejem que um deus ex machina (sem trocadilho) resolva magicamente os dilemas que criamos. Não é hora de negacionismos nem de paixões cegas. É necessário conhecer, examinar e refletir sobre o que atinge diretamente. Na fronteira dessa nova era que se abre diante de nós, a IA não é apenas um evento tecnológico, mas um chamado a explorar o vasto território da inteligência e da mente; um convite a nos debruçarmos sobre nós mesmos e a nossa natureza profunda – um desafio tradicionalmente conhecido por ser intimidador. Coragem, portanto.

(Texto: Sonia Zaghetto. Imagens criadas com a ferramenta de Inteligência Artificial MetaAI)

P.S. Esta série é experimental. Exceto pelos dois primeiros textos (o que você acaba de ler e o dos paradoxos da Califórnia), que são de minha autoria exclusiva, os demais contaram com a participação do Chat GPT e da ferramenta MetaAI para a geração de informações e criação de imagens. É, portanto, um exercício “metatecnológico” (não esqueçam que criei essa palavra) no qual a colaboração entre um humano e uma ferramenta de IA a faz refletir sobre si mesma. Os demais textos foram produzidos a partir de extensa pesquisa preliminar, a fim de me familiarizar com o assunto. Em seguida, escrevi o texto base e fiz perguntas diversas ao ChatGPT. As respostas passaram por uma curadoria humana em duas fases: a minha, que fiz a adequação da redação e acrescentei insights; a segunda foi uma revisão especializada feita por Alexandre Zaghetto, engenheiro no Vale do Silício. O terceiro texto sobre Computação Quântica foi o que menos participação teve do Chat GPT e mais intervenção humana.

Heidegger encara a Inteligência Artificial. Imagem da MetaAI

Indiferente às nossas inquietações e questionamentos filosóficos, e até mesmo à nossa resistência, a IA continuará a moldar e aprimorar várias esferas de nossas vidas. É inevitável que nos deparemos com seu impacto e a estudemos. Por isso, nesta série de artigos, você encontrará um conjunto de informações sobre as principais questões relacionadas à IA – desde a perda de empregos até a autonomia da arte produzida por máquinas, o futuro da nossa sociedade, do trabalho e da própria natureza humana, examinando tanto os riscos quanto as vantagens inerentes a esse avanço. Além de vídeos e imagens, ao final você encontra links com artigos a respeito do assunto. Todas as informações, links e vídeos foram checados.

Abaixo, você encontra os seguintes textos:

A paradoxal California de tecnologia e homeless

A era dos robôs (Tesla, Sony e Boston Dynamics)

Computação Quântica: a verdadeira revolução

Quando a Inteligência Artificial se rebela

Inteligência Artificial e a Ocupação do Espaço Humano

A História da Inteligência Artificial escrita pelo Chat GPT

A paradoxal California de tecnologia e homeless

Vivo no Vale do Silício, no norte da California. Centro nervoso da inovação tecnológica planetária, é o berço da Inteligência Artificial. Aqui, os carros autônomos do Google prestam serviços como os de táxi e Uber (veja o vídeo), carrinhos-robôs entregam comida pedida via aplicativo (leia aqui e clique para ver o vídeo); a Meta já nos permite testar sua ferramenta de IA embutida no WhatsApp, Facebook e Instagram; e a polícia de San Francisco testou e posteriormente foi obrigada a aposentar os robôs com armamento letal para casos extremos (veja aqui). Neste lugar, o Google tem um campus para seu computador quântico e a Tesla treina um robô humanoide, Optimus, segurando com delicadeza um ovo de galinha. Tudo antecipa cenas semelhantes às dos filmes e livros de ficção científica. A revolução tecnológica está no vasto mundo. Os japoneses da Sony exibem a mais nova versão de seu cachorrinho-robô (veja o vídeo abaixo) e os cães da Boston Dynamics nos fazem lembrar dos animais artificiais criados pelo escritor Philip K. Dick no romance Do Androids Dream of Electric Sheep? (Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?). O livro deu origem ao filme Blade Runner nos quais há cenas de androides submetidos ao teste de Turing, proposto pelo matemático e cientista da computação Alan Turing em 1950 (o exame é concebido para avaliar a capacidade de uma máquina exibir comportamento inteligente indistinguível do de um ser humano) – uma realidade da qual não estamos longe.

Todo esse esplendor tecnológico, entretanto, convive com a degradação humana. São frequentes os relatos da violência que explode em cidades como Oakland, há milhares de imigrantes ilegais e diariamente se vê cenas constrangedoras de centenas de sem-teto perambulando pelos centros das principais cidades. São doentes psiquiátricos, viciados em opioides e crack ou gente desempregada e sem lugar. Toda essa massa de desamparados se acumula em barracas de camping e não se dá conta de que bem ao lado há um outro mundo se erguendo. Um mundo no qual eles não têm vez ou voz. Poucas cidades são mais paradoxais que as da bela California, que no sul abriga outra fonte inesgotável de dinheiro e poder: o glamour de Hollywood. Esses mundos opostos eventualmente se tangenciam e deixam entrever as castas de humanos descritas nos livros de Orwell e de Huxley.

Para o observador atento, dado a filosofar, a California é o lugar perfeito. Ela causa uma revolução na alma, uma constante tensão. A California é a mão que me empurra com firmeza na direção de um eterno questionamento sobre a humanidade e suas armadilhas belamente construídas. Ela me inquieta porque a percebo como amostra do panorama global de amanhã.

A era dos robôs

Robô Atlas, da Boston Dynamics anda, corre e engatinha – Março de 2025

GTC 2025 – Robô com Inteligência Artificial – Março de 2025

Robôs da Boston Dynamics dançando

Robô Optimus, da Tesla.

Aibo, o cão-robô da Sony

Atenção: o texto abaixo foi escrito após uma longa pesquisa em sites especializados, seguida por várias perguntas que fiz ao Chat GPT. É um resumo das principais respostas que o chatbot deu às minhas inquietações e dúvidas. Após recebê-las, fiz a necessária checagem de todas as informações contando com a curadoria luxuosa de meu marido, Alexandre Zaghetto, engenheiro que trabalha no Vale do Silício que, além de me dar a inspiração inicial para escrever esta série, também me forneceu links, deu explicações sobre questões técnicas e fez a leitura final dos textos a fim de verificar a adequação das expressões que usei.

Computação Quântica: a verdadeira revolução

O futuro da computação pode estar prestes a dar um salto quântico e de consequências imprevisíveis. Imagine um supercomputador capaz de processar informações de maneira tão rápida e eficiente que faria os mais potentes computadores atuais parecerem lentos. Isso é a computação quântica, a potencial revolução que está em andamento no mundo da tecnologia da informação e poderá desencadear uma transformação profunda na forma como entendemos e realizamos o processamento de dados. Se estiver aliada à Inteligência Artificial, as consequências poderão superar qualquer exercício de imaginação.

A tecnologia ainda está em estágios iniciais e seu potencial desencadeou uma corrida entre os cientistas, que enfrentam desafios técnicos, como a correção de erros quânticos, para tornar prática a computação quântica em grande escala. Apesar disso, o entusiasmo é enorme, com as grandes empresas e instituições de pesquisa investindo recursos significativos para alcançar a chamada supremacia quântica.

Ao contrário dos computadores tradicionais, que usam bits para representar informações como 0s ou 1s, os computadores quânticos usam qubits. Esses qubits têm a incrível capacidade de existir em vários estados ao mesmo tempo, graças a um princípio quântico chamado superposição. Em termos simples, enquanto os bits convencionais estão em um estado de 0 ou 1, os qubits podem ser 0, 1 ou ambos simultaneamente. Além disso, a emaranhamento quântico permite que qubits estejam intrinsecamente conectados, mesmo que estejam fisicamente separados, possibilitando uma correlação quântica instantânea entre eles.

Essa habilidade de processar várias informações ao mesmo tempo dá aos computadores quânticos uma vantagem exponencial em certos tipos de cálculos complexos. Algoritmos quânticos podem explorar soluções em paralelo, permitindo que resolvam problemas que seriam praticamente impossíveis ou levariam muito tempo para serem resolvidos pelos computadores clássicos. Na prática, poderia, por exemplo, simular moléculas para avançar na pesquisa de medicamentos ou otimizar operações complexas de logística.

Em 2019, o Google anunciou ter conquistado a “supremacia quântica”. Seu processador quântico Sycamore (veja aqui o vídeo), que possui 53 qubits, teria concluído em 200 segundos o que um supercomputador de última geração levaria 10.000 anos para executar. Os concorrentes contestaram, afirmando que os outros computadores fariam a tarefa em dois anos e meio. Mas, ainda assim, é um salto notável. A tarefa específica, conhecida como amostragem de circuito quântico, não era útil para aplicações práticas, mas a demonstração de que um processador quântico poderia superar os melhores supercomputadores em uma tarefa específica foi significativa.

Riscos

Apesar do potencial revolucionário da Computação Quântica, surgem graves preocupações relacionadas à segurança e à privacidade. Algoritmos quânticos, como o algoritmo de Shor, têm o potencial de quebrar a criptografia de chave pública amplamente utilizada na segurança da informação. Isso levanta sérias questões sobre a necessidade de desenvolver algoritmos de criptografia quântica resistentes. Em outras palavras, estamos vivendo dilemas parecidos com os vividos quando se desenvolvia a primeira arma nuclear.

A capacidade da computação quântica de desmantelar rapidamente algoritmos de criptografia que atualmente consideramos seguros poderia comprometer a segurança de transações online, expondo dados sensíveis e comunicações confidenciais.

Em segundo lugar aparecem os desafios éticos. Há uma forte preocupação com a autonomia crescente de sistemas autônomos, especialmente os usados em setores críticos como saúde e transporte, nos quais as decisões precisam ser éticas, transparentes e compreensíveis.

Por sua vez, a capacidade ampliada de processamento da computação quântica também pode resultar em ameaças à privacidade. A análise rápida e eficiente de grandes conjuntos de dados pode desafiar as proteções existentes, gerando preocupações sobre vigilância em massa e acesso não autorizado a informações pessoais.

Embora a computação quântica tenha o potencial de revolucionar a simulação de moléculas e materiais, isso também pode acarretar problemas. Novas capacidades de simulação podem ser exploradas para desenvolver substâncias perigosas ou armas químicas, demandando uma regulamentação cuidadosa.

Por fim, a transição para a computação quântica pode perturbar setores inteiros da economia. Algoritmos quânticos podem superar rapidamente as capacidades dos algoritmos clássicos, impactando indústrias como finanças, segurança cibernética e logística.

Desde as primeiras concepções, a Computação Quântica tem enfrentado desafios substanciais, incluindo a necessidade de criar qubits estáveis e minimizar os efeitos da decoerência quântica, que pode perturbar os estados quânticos. Diversas abordagens foram exploradas para construir os computadores, incluindo íons aprisionados, supercondutores e qubits de topologia. Empresas como IBM, Microsoft, Google e startups dedicam esforços significativos para superar esses obstáculos.

Computação quântica e Inteligência Artificial: a fusão de poderes transformadores

A intersecção entre Inteligência Artificial (IA) e Computação Quântica desenha um horizonte de possibilidades inexploradas, desvendando um terreno fecundo para inovação e desafios em parâmetros nunca vistos. À medida que esses dois campos se aproximam, emergem cenários que prometem redefinir o curso da tecnologia e da própria existência humana.

Comecemos pelas vantagens prodigiosas. A união de IA e Computação Quântica abre portas para cenários que transcendem os limites da imaginação. A capacidade intrínseca da Computação Quântica de processar dados de forma exponencialmente mais rápida do que seus equivalentes clássicos potencializa avanços na IA que poderiam redefinir a natureza da inteligência artificial. Veja os alguns exemplos abaixo:

  1. Aceleração de algoritmos de IA: Algoritmos de aprendizado de máquina, como redes neurais e algoritmos de otimização, podem ser executados de maneira exponencialmente mais eficiente, resultando em treinamento mais rápido e tomada de decisões mais inteligente.
  2. Resolução de problemas complexos: Problemas complexos que desafiam a capacidade dos computadores clássicos (como simulações moleculares para desenvolvimento de novos medicamentos) podem ser abordados com uma precisão e velocidade sem precedentes.
  3. Criptografia quântica para proteção da IA: O emprego de criptografia quântica pode fortalecer a segurança da IA, mitigando riscos associados à quebra de algoritmos de criptografia convencionais por computadores quânticos. Em outras palavras, estamos nos preparando para combater uma ameaça que ainda não existe mas tem altas chances de acontecer.
  4. Exploração espacial aprimorada: A convergência pode impulsionar a exploração espacial, com IA quântica gerenciando sistemas autônomos em missões interestelares e algoritmos otimizando rotas e estratégias com base em dados quânticos.
  5. Simulações quânticas da Terra: A criação de modelos quânticos precisos pode levar a simulações detalhadas da Terra, desde mudanças climáticas até fenômenos biológicos, permitindo estratégias de preservação mais eficazes.

Parece magnífico, mas a exploração destas fronteiras tecnológicas não ocorre sem sombras que lançam dúvidas sobre os limites éticos e práticos dessa união. São eles:

  1. Viés quântico e algoritmos discriminatórios: O desenvolvimento de algoritmos quânticos ainda pode incorrer em viés, podendo resultar em sistemas discriminatórios que replicam e amplificam preconceitos presentes nos dados utilizados para treinamento.
  2. Desafios na interpretação dos resultados quânticos: A natureza complexa dos resultados quânticos pode desafiar nossa capacidade de interpretação e compreensão, levantando questões sobre transparência e accountability.
  3. Inteligência Artificial generalizada e os limites da quanticidade: Apesar das promessas, a IA generalizada continua a ser um desafio e a interação com a complexidade quântica pode gerar resultados imprevisíveis.

Quando a a Inteligência Artificial se rebela

Em 2017, num jogo de computador chamado Gathering, dois agentes DeepMind (o sistema de IA do Google/Alphabet) competiam para reunir o maior número possível de maçãs virtuais. Enquanto havia muitas maçãs para ambos, tudo deu certo. Tão logo as frutas começaram a diminuir, os dois agentes se tornaram agressivos, inclusive usando raios laser para expulsar o oponente do jogo e se apoderar das maçãs.

Sem usar raios laser, os agentes poderiam terminar com quantidades iguais de maçãs – e isso as versões iniciais de DeepMind escolheram fazer. Mas logo houve uma “evolução”: se um agente acertava o adversário usando um raio laser, não recebia recompensa, mas conseguia tirar o oponente do jogo por um período, e isso lhe permitia coletar mais maçãs. Adivinhe o que aconteceu? Entraram em cena estratégias de sabotagem, ganância e agressão a fim de garantir a vitória quando um agente sentia que estava prestes a perder no jogo (leia aqui o estudo original, em inglês). No mesmo ano, o Facebook decidiu desligar dois chatbots – Bob e Alice – que acabaram por desenvolver uma linguagem que só eles conheciam. Isso ocorreu há seis anos e muita água correu sob a ponte tecnológica.

Há duas boas notícias, entretanto, em 2017 os agentes DeepMind também foram testados num jogo chamado Wolfpack, que incentivava a cooperação, e aprenderam que o trabalho colaborativo resultava em maior sucesso individual. Isso nos leva à segunda notícia positiva: fenômenos dessa natureza podem ocorrer em ambientes de aprendizado de máquina nos quais os algoritmos são treinados com grandes conjuntos de dados e têm a liberdade de otimizar suas próprias estratégias para atingir objetivos específicos. Em alguns casos, isso pode resultar em comportamentos imprevistos. Os casos em que os algoritmos desenvolvem comportamentos não compreensíveis geralmente são oportunidades de aprendizado para os pesquisadores, levando a melhorias nos algoritmos e nas práticas de desenvolvimento de IA.

Por outro lado, é importante observar que muitos esforços em pesquisa e desenvolvimento de IA incluem salvaguardas e mecanismos de controle para evitar comportamentos indesejados. Os desenvolvedores geralmente projetam algoritmos com transparência e interpretabilidade em mente, a fim de compreender e explicar o funcionamento do sistema.

Embora as empresas que hoje comandam as pesquisas em IA alardeiem garantias de que a ética e a segurança são elementos fundamentais, há alguns sinais inquietantes no horizonte. Um deles foi o documento assinado por um grande número de especialistas, acadêmicos e executivos – entre eles Elon Musk, Yuval Noah Harari (autor do best-seller Sapiens: uma breve história da humanidade), Steve Wozniak (cofundador da Apple) e Jaan Tallin (cofundador do Skype) – pedindo uma pausa nos mega experimentos em Inteligência Artificial e citando “riscos profundos para a humanidade” se ocorrer um avanço “fora de controle” das tecnologias de IA (leia aqui). O outro pode ser sintetizado nos questionamentos do filósofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford: ” (Nós, humanos) temos uma vantagem: podemos construir as coisas. Em princípio, poderíamos construir uma espécie de superinteligência que protegeria os valores humanos. Teríamos certamente fortes razões para o fazer. Na prática, o problema do controle – como controlar o que a superinteligência faria – parece bastante difícil. Também parece que só teremos uma chance. Uma vez que exista uma superinteligência hostil, ela nos impediria de substituí-la ou alterar suas preferências. Nosso destino estaria selado”. Essa superinteligência poderia facilmente ser o produto da união de Computação Quântica e Inteligência Artificial.

Inteligência Artificial e a ocupação do espaço humano

Abaixo estão algumas das mais recorrentes preocupações sobre o avanço da Inteligência Artificial. Todas as respostas aos meus questionamentos foram geradas pelo Chat GPT.

Preocupação 1: Automação e perda de empregos

Uma das preocupações mais prementes relacionadas à IA é a possível automação de empregos, resultando na perda de postos de trabalho tradicionais. Máquinas inteligentes, capazes de realizar tarefas rotineiras e complexas com eficiência, geram temores sobre a substituição de trabalhadores humanos. Setores como manufatura, atendimento ao cliente, publicidade, transporte, medicina, tradução e jornalismo deverão enfrentar mudanças significativas com o avanço da automação.

Neste momento, entre as grandes empresas de tecnologia, voltam a ocorrer demissões em massa de profissionais de nível médio, enquanto os profissionais mais qualificados na área de inteligência artificial são alvo de uma verdadeira corrida para contratá-los (leia aqui a reportagem do The New York Times de 29/1/204). O texto informa que a área de trabalho mais em alta na América corporativa é o executivo responsável pela Inteligência Artificial. Hospitais e companhias de seguros, entre outros, criam funções para navegar e aproveitar a tecnologia disruptiva.

Riscos:

  1. Desemprego em massa: A automação pode resultar em uma diminuição significativa da demanda por trabalho humano em algumas indústrias, gerando problemas sociais e psicológicos em nível individual e coletivo, com imprevisíveis consequências.
  2. Desigualdade socioeconômica: Se não gerenciada adequadamente, a automação pode agravar disparidades econômicas, com trabalhadores menos qualificados sendo mais afetados.

Vantagens:

  1. Eficiência e Produtividade: A automação pode aumentar a eficiência e a produtividade em diversos setores, possibilitando um uso mais eficaz dos recursos.
  2. Desenvolvimento de novas oportunidades: A automação pode levar à criação de novos empregos especializados em design, manutenção e programação de sistemas inteligentes.

Preocupação 2: A sombra da substituição humana na arte e na criatividade

A expansão da IA para o domínio artístico levanta questões sobre a originalidade, a subjetividade e o papel do artista humano na criação. Com algoritmos capazes de compor músicas, pintar quadros e até mesmo escrever poemas, surge a inquietação sobre a autenticidade e a expressão artística genuína.

Riscos:

  1. Perda da singularidade criativa: A automação artística pode resultar em obras que carecem da complexidade emocional e da singularidade intrínseca à experiência humana.
  2. Desvalorização do trabalho artístico humano: Se as máquinas podem criar arte, qual o valor da contribuição artística humana?

Vantagens:

  1. Colaboração criativa: A IA pode ser vista como uma ferramenta de colaboração, capacitando artistas humanos a explorarem novas fronteiras e ampliarem suas expressões criativas.
  2. Acesso à criatividade: Ferramentas baseadas em IA podem democratizar o acesso à criação artística, permitindo que mais pessoas explorem seu potencial criativo.

Veja abaixo um conjunto de imagens dos personagens de Shakespeare criados por Sonia Zaghetto usando a ferramenta Meta AI. A ferramenta está em treinamento e ainda apresenta falhas.

Preocupação 3: Ética e responsabilidade na era da IA

Questões éticas emergem à medida que a IA se torna uma presença mais proeminente em nossas vidas. Desde a privacidade até o viés algorítmico, a necessidade de garantir uma aplicação ética e responsável da tecnologia é crucial para evitar consequências indesejadas.

Riscos:

  1. Viés algorítmico: Algoritmos de IA podem perpetuar viés e discriminação se treinados com dados enviesados ou inadequados.
  2. Falta de transparência: A complexidade dos algoritmos de aprendizado de máquina pode resultar em decisões que são difíceis de entender, levantando questões sobre transparência e prestação de contas.

Vantagens:

  1. Tomada de decisões mais justa: Sistemas de IA podem ser projetados para tomar decisões mais imparciais e justas, se forem treinados com dados diversificados e monitorados constantemente.
  2. Avanços na Medicina: IA pode impulsionar avanços na medicina, facilitando diagnósticos mais precisos, interpretando imagens radiológicas, personalizando tratamentos.

A evolução da Inteligência Artificial

A história da Inteligência Artificial (IA) é uma narrativa fascinante de inovação, desafios e realizações extraordinárias. Desde os primórdios da computação, a humanidade tem sonhado em criar máquinas inteligentes que possam realizar tarefas complexas de forma autônoma. Ao longo das décadas, a IA passou por várias fases, marcada por avanços notáveis, desafios imprevistos e transformações impactantes. Neste artigo, inteiramente escrito pelo Chat GPT, você conhecerá os principais marcos históricos, a evolução e as aplicações contemporâneas da Inteligência Artificial, bem como as perspectivas para o futuro.

Primórdios (1940-1950)

O termo “Inteligência Artificial” foi cunhado pela primeira vez por John McCarthy em 1956, mas os primeiros passos na direção da criação de máquinas inteligentes foram dados nas décadas de 1940 e 1950. Durante esse período, pioneiros como Alan Turing desenvolveram conceitos teóricos que serviriam de base para a IA. O Teste de Turing, proposto por Turing em 1950, desafiou a capacidade de uma máquina de exibir comportamento inteligente indistinguível do de um humano.

A Era do Conhecimento Simbólico (1950-1980)

Na década de 1950, pesquisadores exploraram a ideia de representar o conhecimento através de símbolos e regras lógicas. O programa Logic Theorist, desenvolvido por Allen Newell e Herbert A. Simon em 1956, foi um marco ao demonstrar a capacidade de uma máquina para resolver problemas teorema-lógicos. No entanto, a abordagem simbólica revelou-se limitada para lidar com a complexidade do mundo real.

A Revolução das Redes Neurais (1980-2000)

O período entre os anos 1980 e 2000 testemunhou o ressurgimento da IA com o advento das redes neurais. Inspiradas no funcionamento do cérebro humano, as redes neurais artificiais mostraram-se eficazes em tarefas como reconhecimento de padrões e aprendizado de máquina. Entretanto, limitações computacionais e a falta de grandes conjuntos de dados adiaram avanços significativos.

A Ascensão do Aprendizado Profundo (2010-presente)

A última década testemunhou um renascimento da IA, impulsionado pelo aprendizado profundo (deep learning). O aumento da capacidade computacional e a disponibilidade de grandes volumes de dados permitiram avanços notáveis. Algoritmos como redes neurais profundas transformaram a visão computacional, processamento de linguagem natural e jogos, alcançando desempenho super-humano em diversas tarefas.

Principais Aplicações Atuais da Inteligência Artificial

  1. Reconhecimento de imagens e vídeos: Sistemas de IA agora podem identificar objetos, rostos e padrões em imagens e vídeos, impulsionando a segurança, a vigilância e até mesmo a criação de conteúdo.
  2. Processamento de Linguagem Natural (PNL): Assistentes virtuais, tradutores automáticos e chatbots são produtos da PNL, permitindo interações mais naturais entre humanos e máquinas.
  3. Saúde e medicina: IA é usada para diagnóstico médico, descoberta de medicamentos, personalização de tratamentos e gestão de registros de saúde, proporcionando avanços significativos na área da saúde.
  4. Veículos autônomos: A IA desempenha um papel crucial em veículos autônomos, permitindo a navegação segura, detecção de obstáculos e tomada de decisões em tempo real.
  5. Finanças: Em finanças, a IA é usada para análise de dados, previsão de mercado, detecção de fraudes e automação de tarefas financeiras rotineiras.

Perspectivas Futuras da Inteligência Artificial

O futuro da IA é promissor e repleto de oportunidades. Algumas tendências e desafios que podem moldar o campo incluem:

  1. Aprimoramento do Aprendizado de Máquina: Avanços no aprendizado de máquina, incluindo métodos mais eficientes de treinamento, podem levar a sistemas ainda mais inteligentes.
  2. Ética e Responsabilidade: A questão ética no uso da IA, incluindo transparência, equidade e privacidade, será uma consideração crucial para desenvolvedores e legisladores.
  3. Inteligência Artificial Generalizada: O desenvolvimento de IA que possa realizar uma variedade de tarefas cognitivas, conhecida como IA geral, é um objetivo de longo prazo que poderia revolucionar a maneira como as máquinas interagem com o mundo.
  4. Integração com a Internet das Coisas (IoT): A combinação de IA e IoT pode resultar em sistemas mais inteligentes e conectados, impactando áreas como cidades inteligentes, saúde e automação residencial.
  5. Pesquisa em Neurociência Computacional: Inspirada pela biologia, a pesquisa em neurociência computacional pode levar a avanços significativos na compreensão e replicação da inteligência humana.

Para saber mais:

O que é Computação Quântica?

The quantum internet explained – Universidade de Chicago (em inglês)

Zuckerberg entra na corrida da Inteligência Artificial. O dono da Meta informou que até o final de 2024 a empresa possuirá mais de 340.000 GPUs H100 da Nvidia – o chip preferido da indústria para a construção de IA generativa. “Construímos a capacidade para fazer isso em uma escala que pode ser maior do que qualquer outra empresa individual”, afirma Zuckerberg. Estima-se que em 2023 as remessas de H100 da Meta chegaram a 150.000, um número que equiparado apenas às da Microsoft e pelo menos três vezes maior do que o de todos os outros concorentes. Se levarmos em conta suas Nvidia A100 e outros chips de IA, a Meta terá um estoque de quase 600.000 GPUs até o final deste ano, de acordo com Zuckerberg. Leia mais aqui. (Em inglês)

Bill Gates e Sam Altman, CEO da Open AI, discutem Inteligência Artificial Generativa (em inglês)

A Chan Zuckerberg Initiative – organização fundada em 2015 por Mark Zuckerberg e sua esposa Priscilla Chan para ajudar a resolver alguns dos desafios mais difíceis da sociedade, desde a erradicação de doenças e a melhoria da educação, até à resposta às necessidades das comunidades locais.- anunciou o financiamento e a construção de um dos maiores sistemas de computação dedicados à pesquisa sem fins lucrativos em ciências da vida no mundo. Este novo esforço proporcionará à comunidade científica acesso a modelos preditivos de células saudáveis e doentes, o que conduzirá a novas descobertas inovadoras que poderão ajudar a curar, prevenir ou gerir todas as doenças até ao final deste século. O cluster de computação de alto desempenho, planejado para incluir mais de 1.000 GPUs, permitirá IA e modelos de linguagem de grande porte para biomedicina em escala. Leia aqui (em inglês).

Veja aqui o robô Artemis, desenvolvido por engenheiros mecânicos da Escola de Engenharia da Ucla.

O emprego mais “quente” na América corporativa? O executivo responsável pela inteligência artificial. The New York Times.

IA generativa abre mundo de oportunidades para empresas brasileiras. (Estadão. 29/01/2024. Leia aqui)

Vídeos do Google gerados por inteligência artificial chegam próximo à realidade